Somos meros "lulus"; final de ciclo;calendário maia;freqüencias;tsunami novamente;ficção ou realida

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Reclamações...

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                   Reclamações...

                       Por incrível que pareça, não lembro de um ano de minha vida em que não ouvisse reclamações das pessoas em relação à suas vidas.Uns reclamavam por falta de dinheiro.Outros por falta de saúde.A maioria do descaso do Governo com os Serviços Essenciais.Mas, todos reclamavam.
                       Porque as pessoas reclamam?Elas teem razão?Afinal, nunca ouvi alguém reclamar de ser próspero, saudável e feliz!
                       Um dos muitos motivos de nossa insatisfação com a vida (os reclamadores são pessoas insatisfeitas) é que nos vendem um projeto de vida idealizado, onde tudo é perfeito, há tempo para tudo e não ocorrem imprevistos.Chegam ao detalhismo de vender o perfil dos partners de nossa vida:um príncipe encantado ou uma princesa – nada menos do que isso!E quanto aos estudos?Ter formação universitária é indispensável!E quanto a viver?Ah, só depois de cumprir suas metas!Se houver um acidente de percurso - que poderá truncar sua vida, acabou, você está praticamente sepultado!
                       Então, você que deixou de viver o hoje para ser feliz amanhã, notará com tristeza que cada idade tem suas metas, que cada instante é único e que não volta mais.Você jamais terá de volta sua inocência e alegria que te permitem curtir um simples passeio de mãos dadas, ou a alegria do 1º amor.Se apenas na idade adulta você for viver isso, será como tomar sorvete enquanto os outros tomam champanhe – completamente fora do espaço e tempo.
                       Qual a razão de que uma realização tardia é pouco curtida?Bem, ela já chegou quando o seu gás está em nível mais baixo.Pior que isso, é que o Volvo de hoje pode ser menos importante que o Fuquinha dos seus sonhos.Para o Fuquinha você tinha sonhos, mas, para o Volvo você não se preparou.Além de saber que você tem um dos carros mais caros, o que mais você sente?Tem algum plano de viagem, de férias ou ainda continua mourejando em seu trabalho?
                        Para ser honesta, os grandes culpados dessas queixas são nossos mentores que nos vendem projetos caros, difíceis e de longo prazo.E, segundo eles “fizemos isso pelo seu bem” você ainda se pergunta “o que, de fato eu lucrei?”Pode até nem ser consciente, mas no fim da vida você percebe que viveu um roteiro que não era o seu.Por você, você teria estudado, namorado, se formado, tido uma carreira, se casado, tudo simultâneamente.Mas, as interferências bem intencionadas te deixaram com a sensação de ter sido roubado de sua juventude.E não um roubo pequeno, mas toda a sua fortuna de entusiasmo, alegria de viver foram levadas de você.
                        Os que reclamam, fazem uma catarse.Mas, aqueles que guardam suas mágoas acabam somatizando inúmeras doenças ao ponto de adquirir um câncer ou algo pior.Então, a pessoa ralou tanto, se privou tanto para colher dor e frustração!
                        Faça algo por você!Acabe com as interferências, ignore-as!Viva o aqui e o agora.Vá ao cinema, namore, faça aquela excursão que planejou há tempos...e fuja dos ladrões de suas alegrias.Essa gente se dedica em tempo integral em estragar a alegria alheia.Deve ser porque são múmias ultrapassadas, nunca tiveram vida própria e preferem mais fazer um exército de frustrados do que tomar uma Coca-Cola, comer um cachorro quente ou pipoca.Se fizessem isso, jogariam tudo pro alto e viveriam.Mas, quem não conhece as legrias de ver um por-do-sol, de ver um novo dia raiar, não pode apreciar essas alegrias cotidianas.Dê o exemplo, viva, sorria que um exemplo vale mais que uma campanha publicitária ou um discurso inflamado.
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sábado, 21 de janeiro de 2012

Sem escravos, sem colonias e sem petróleo

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                 Sem escravos, sem colonias e sem petróleo...
                            Nos séculos XVII, XVII, XVIII e XIX,  muitos países europeus mantinham colonias nas Américas, Ásia e África.Além de se apossar de toda sua produção agrícola, os mantinham sob pesados tributos, na idéia maldosa de mante-los pobres e indefesos.
                             Hoje, século XXI, a Europa está indo a bancarrota.
                             Uma das razões, sem dúvidas é não ter mais o tributo das colonias.Aliás, viver de tributos é um vício desde os tempos de Roma Antiga.
                             Agora, sem escravos, sem colonias e sem petróleo, resolveram atacar com um novo trunfo: a internet.Pela simples razão de que é necessária e usada por todos.
                              Detalhe:Isso poderá trazer é uma guerra, pois, muitos países produzem tecnologia de ponta e a internet se beneficia dessa tecnologia.
                              Me pergunto “será estupidez pura ou um bleff?”Sim, porque não estamos sózinhos nesse jogo.Enquanto a velha mãe Europa e os países do bloco Ocidental viviam de tributos, nós trabalhavamos duro.E chegamos a um excelente patamar.
                               Um rato que ruge declarou guerra à internet grátis, na vã esperança de alguns trocadinhos.Além de estúpido deve ser muito louco de comprar briga com tigres, pumas, leões, leopardos e outros felídeos grandes.Está entrando num tiroteio armado de canivete.É loucura ou quê?Os felídeos andam em bandos, se protegem e lutam juntos para se defender.E não aceitam arrogância, subversão ou propina.São feras, antes de tudo.
                              Há pessoas que não aprendem com o sofrimento!Sofrem derrotas fragorosas e continuam a acreditar em seu arsenal, em seu exército e em seus interesses econômicos .Só esquecem que também temos os nossos e não abrimos mão deles.O que temos não é produto de saque, de exploração colonial ou econômica mas, fruto do nosso suor e trabalho.E digo mais:se tanto crescemos foi por desejar a liberdade e a independência.Voces nos deram as armas para lhes enfrentar.
                                Querem acabar com a internet?Mas, podemos ter a nossa com software próprio e gratuito.
                                 Querem uma guerra?Ora, senhores, voces são grandes mas, somos numerosos, temos tecnologia e garra para enfrentar hienas do deserto!
                                  E lembrem-se:há muita antipatia e má-vontade contra voces.Ninguém é simpático e solidário com um opressor na bancarrota.
                                  Isso é por dinheiro, por desejar saquear nosso continente ou outro motivo de desespero?Ora, nos temos bancos, fazemos empréstimos em todas as modalidades e para todos poderes aquisitivos.E nem se preocupem com o calote, pois fazemos um seguro para cada empréstimo.
                                  Querem um conselho?Não irritem os felídeos, pois alguns deles teem armas nucleares.E voces estarão enfrentando um bloco rico e poderoso, com bases em todos os continente.Será uma guerra suicída para voces.Não sou a “Rosa de Tokio” mas, tenho que advertir que nesse enfrentamento, voces saem perdendo ou morrendo.
                                  Somos pacíficos por natureza.Mas, isso não significa nos deixarmos saquear, oprimir e dominar.Temos uma lei que diz “se o inimigo invadir sua casa, matá-lo é legitima defesa”.Aplicamos as leis com rigor.Os capachos do bloco Ocidental que hoje vivem humilhados e solitários, que o digam.O ostracismo em todas as formas é o castigo mais doloroso.Voces usaram em nós, lembram?Querem a resposta, o trôco???

Anonymous - Message to the American People

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Agentes...vacinas...


Agentes...vacinas...


Ela estava, pela milionésima vez, tentando descobrir o propósito de sua vida. Uma vida cheia de paradoxos, de injustiças e frustração.
Se tivesse o vício de fumar, acenderia um cigarro e olharia as espirais de fumaça subindo e se desfazendo para compará-las a seus sonhos: todos dissipados.
Com uma inteligência brilhante e invejável, com uma educação incomum, ela não entendia como isso pudesse ser secundário ante sua origem humilde. Seu pai, um homem brilhante, mas inseguro, não suportou a pressão contra seu casamento com uma dançarina pobre dos clubes noturnos do sul. Ele foi embora, e esqueceu o antigo endereço. Não obstante, ela conseguiu estudar e se formar. Mas, não podia esquecer sua infância pobre e triste, a discriminação e a ironia dos colegas.
Isso, poderia justificar o seu insucesso, mas ela pressentia que havia algo mais por trás disso tudo. Principalmente, quando começou a ter sonhos estranhos, onde o personagem vivido por ela não era ela. E os lugares eram desconhecidos e falava-se outro idioma. Até que um dia, ela reconheceu um dos lugares na televisão:o lugar existia mesmo. E as pessoas, existiriam também? E os sonhos continuavam a acontecer.
Certa manhã, depois de um "pesadelo", ela viu uma manchete
que era idêntica a seu sonho:começou a pesquisar nos jornais, e a cada sonho ou pesadelo, uma manchete com seu personagem. Ela entendeu tudo: ela penetrava na mente das pessoas. Mas, porque, se ela não lucraria nada com isso?Então, alguém lucrava, e a estava usando como agente! Então, a frustração, a pobreza, os insultos tinham a finalidade de a irritar ao ponto de desejar sumir ou ser outra pessoa. Ela, levantou, no meio da madrugada, procurando um clube onde pudesse resgatar a alegria de se divertir, que lhe fora negada. Sentia-se como um rotweiller, surrado e judiado para se tornar agressivo. E decidiu que nunca mais sonharia e desmaiou.
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Acordou no corpo de outra pessoa, também cheio de ódio. Era um cientista do Exército. Alguém que viu seus amigos morrerem um a um. Alguém que se
sentia culpado por criar armas biológicas.
Lembrava de sua última missão, numa selva do Cambodja, quando fora inocentemente encarregado de vacinar os soldados contra as febres tropicais. Achou estranho tal preocupação com quem poderia morrer a qualquer momento, mas, ele jamais discutiu ordens superiores. Ele era um patriota, confiava em seu país e morreria por ele. Só que nunca imaginou que seria o portador da morte.
Com um plano na mente, decidiu se vingar. Pediu uma consulta e disse ser portador de uma doença infecciosa. Os médicos o colocaram num isolamento enquanto decidiam qual seria seu tratamento. Ele decidiu agir. No caminho, encontrou alguns meninos jogando bola no corredor e lhes perguntou "onde é o banheiro feminino?" e os moleques informaram e riram dele dizendo "o coitado está tão doente que nem sabe mais se é homem". Isso só reforçou sua decisão e ele entrou no almoxarifado, trocando as caixas de vacinas comuns pelo vírus letal.
Suas lembranças eram recorrentes. Cada amigo seu que voltava como veterano, era discriminado e deixado ao "Deus dará", até adoecer. Quando doentes, eram levados para um hospital de isolamento de doentes terminais. E ninguém mais os tornava a ver com vida. Seus restos eram entregues em um caixão de chumbo lacrado. Suas mortes eram tão tristes quanto o tinham sido suas vidas.

De repente, começou uma epidemia: mulheres, idosos e crianças começaram a morrer de uma doença desconhecida. Febre alta, delírios, após o que
sua pele se tornava cinza-esverdeado. As seqüelas eram falta de sincronismo nos membros inferiores, perdiam a capacidade de se expressar, se tornando verdadeiros mortos-vivos, até
seu estágio final, a morte. As autoridades ficaram desconcertadas, começaram a aprisionar os doentes e sumir com eles. Quando seus restos eram reclamados, vinham no famoso caixão de chumbo, lacrado.
Veladamente, começou uma caça ao "homem desconhecido" que trocara as vacinas. Só que esse homem não era desconhecido, o seu trabalho é que era.
E, por artes do FBI, ele foi pego. Tranqüilo, ele nem se preocupou: sabia que seu silêncio valia ouro e que muita gente cairia por suas palavras.
Quando começaram a interroga-lo, mandou que fosse pedida uma necrópsia dos veteranos e dos mortos pela epidemia. O Governo, é claro, negou autorização. A oposição, pressionada pelo povo exigiu as exumações e necrópsias. A cada caixão aberto, uma surpresa: o corpo não estava lá. Os caixões foram minuciosamente examinados e tudo o que se achou foi alta dose de radiação UVA e UVB, dentro e fora deles.
Cansados de tropeçar em pistas desconexas, resolveram pressionar o prisioneiro. Ele, simplesmente, entregou-lhes um dossiê e os projetos de armas biológicas em que havia participado. Foi um escândalo que precisou ser abafado, pois o Exército inoculara vírus ativos nos soldados na 1ª dose da vacina e vírus atenuados na 2ª dose. Com isso, eles desenvolveram defesas contra a doença, se tornando vetores da mesma. As prostitutas que tiveram contato com eles, foram infectadas e disseminaram a doença em suas comunidades-que foram dizimadas pela doença. Ao voltar, foi-lhes negado trabalho e assistência para torna-los indesejáveis e poder afasta-los de suas comunidades. A mágoa e a frustração, baixaram suas defesas, permitindo que a doença se tornasse ativa. Recolhe-los num sanatório isolado não foi um benefício para o doente, mas para o Governo que desejava evitar contaminações e deixar vazar qualquer notícia. Até mesmo os agentes da lei, acostumados a pensar e manter o sangue-frio, ficaram enojados com tamanha falta de ética: usar seus próprios cidadãos como cobaia. Quando o escândalo veio à tona, descobriu-se isso tudo e muito mais.
A jovem brilhante de origem humilde, criminosamente acusada de várias indecências, transformada em agente sem o seu consentimento - com a invasão de seus sonhos e a conseqüente invasão de mentes alheias - numa pesquisa perversa para achar outros infelizes para recrutar, foi um exemplo deplorável de falta de princípios.
O cientista, encarregado de vacinar os soldados, que lhes inoculou um vírus letal. Muitos alegavam que ele trabalhava na guerra biológica. Mas, quando foi enviado ao Cambodja, foi na qualidade de embaixador da boa-vontade do Governo, preocupado com a saúde de suas tropas. Assim, ao menos parecia, até que ele descobriu o que sucedia com os veteranos.
É difícil entender que se precise matar um inimigo. Mais difícil é entender que se mate um cidadão inocente. Mas, foi o que ele mesmo acabou fazendo quando trocou as vacinas no almoxarifado, ciente de que uma denúncia, escrita ou oral de nada adiantaria, mas que uma epidemia, levaria a uma investigação e à descoberta da verdade. Ele lembrou da Escola Dominical onde sempre ouvia "a verdade vos libertará".
Ele estava livre da mentira, mas não das conseqüências da verdade. E, assim raciocinando, lembrou que hoje era um homem marcado. E pensou "será que já não nasci marcado?"Até
onde poderia se confiar se já não era geneticamente alterado? De agora em diante, seria difícil acreditar na decência humana...